O jeito Gay Talese de ser

http://www.randomhouse.com/kvpa/talese/index.html

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Em entrevista exclusiva o escritor e jornalista, Gay Talese, fala de sexo, tecnologia e política. Um dos criadores do movimento intiulado de Novo Jornalismo, surgido entre as décadas de 1960 e 70, revela que, para compor a su obra A Mulher do Próximo (1980), precisou frequentar casas de massagem e emergir no universo erótico. Na época, Talese já era conhecido por seu excelente trabalho, e mesmo assim suas pesquisas para a obra causaram polêmica e críticas a ele e sua esposa. Diante das críticas e tentativas de ivasão da privacidade o jornalista fez pouco caso ignorando a pressão dos repórtere.

“É verdade que, tal como em outros livros, eu me envolvi totalmente, tornei-me nudista, era freguês de casas de massagem. Como é que você sabe o que se passa ali se não participa? Ficar na coletiva de imprensa, pegar o avião com o presidente, isso dá ao repórter a versão oficial. A reportagem sobre a sexualidade tem que ser feita em primeira mão. Ou você tem acesso ou desiste de escrever”, afirma Talese.

O jornalista característico por suas polêmicas revela-se avesso a tecnologia da web. Confessa que só utiliza tal ferramenta se for para saber o nome ou quem é alguém. Qundo se trata de pesquisar para compor suas histórias Talese diz que não há outro método se não a biblioteca e o mundo, afinal, ele gosta de tornar conhecida a história de pessoas anônimas e não encontra essas pessoas no Google.

Ao falar da atual política dos Estados Unidos, o jornalista demonstra postura e opinião, sabendo que se trata e Talese, não se espera outra coisa. Para ele, o governo de Obama é tudo o que esperava.

“Rezei para o país ter uma cara nova. Adoro o fato de que ele vai conversar com o mundo, com Castro, com Chávez. O país não pode mais escolher com quem fala se espera ser ouvido. A jornada do Obama é entender e ser entendido. Ele não é um covarde, não tem a arrogância de Bush”, diz o escritor.

Para finalizar a entrevista, quando questionado sobre o a necessidade do jornalismo, Gay Talese é definitivo e declara: ” No prédio de qualquer redação de um jornal respeitável, a qualquer momento, há menos mentirosos por metro quadrado do que em qualquer outro prédio. Há mentirosos nos jornais também, mas em menor número. Nos prédios do governo, nas escolas, instituições científicas, estádios de esporte, nas fábricas, a mentira circula num grau mais alto. Os jornais estão mais interessados na verdade, mesmo se cometem erros, às vezes, erros involuntários. E se você ainda quer a verdade, é mais fácil chegar a ela por intermédio de um jornal do que em qualquer outra instituição. Os jornais ainda oferecem a melhor chance de manter a verdade em circulação.”

Comments
One Response to “O jeito Gay Talese de ser”
  1. Marlise disse:

    Ok, comentários e nota do blog na prova. Devolução na segunda.

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