A vida que ninguém vê Eliane conta
Eliane Brum, repórter da revista Época, esteve na noite desta quinta (04), no Auditório Central da Unisinos ministrando a pelestra: A Vida que ninguém vê. Eliane trabalha na profissão de jornalista há 17 anos. Ela embasou sua palestra em seus dois livros: A Vida que ningém vê, e O olho da rua. Entre reportagens e histórias de vida, Eliane simplesnte silenciou uma sala com mais de 160 pessoas. Iniciou sua palestra às 20h04min e interrompeu seu driscurso pontualmente às 21hs04min, exclusivamente por ordem do coordenador do curso de jornalismo da Unisinos, o professor Edelberto Behs. Este já havia lhe concedido 15 min extras.
De voz mansa e olhar sereno, Eliane extasiou estudantes e professores ao falar da arte de fazer jornalismo. Por uma hora, não se ouviu ninguém falar, bocejar, e o mais importante, ir embora. Eliane demonstrou-se surpresa quando ficou sabendo que teria somente uma hora para palestrar, afinal o tempo era pouco para quem havia planejado duas horas de discurso e conteúdo. Mas ao falar de si, como jornalista, Eliane lembrava para muitos estudantes o motivo pelo qual estudam jornalismo. E sem demagogias ela define em poucas palavras o que é ser jornalista. “Ser jornalista é contar histórias da realidade”.
Para Eliane o diferencial do jornalista está em contar a realidade através de outros ângulos. Ela falou da importância de olhar para cada história de vida como a singularida e o valor que cada indivíduo possui. Mesmo com tantas mídias e a necessidade de fazer jornalismo as pressas Eliane enfatiza a necessidade da apuração e o peso do que publicamos. “Eu vejo dois tipos de jornalistas: os que pensam que o jornal vai embrulhar peixe no dia seguinte e os que têm a consciência de que aquilo que fazemos é documento. Eu estou neste segundo time”.
Inimiga das entrevistas por telefone, a escritora afirma que não abre mão do contato com a fonte, absorver o ambiente no qual escuta o entrevistado. Para Eliane, a realidade da entrevista está em relatar além do que a fonte diz. Vai de escutar o que ela não consegue dizer com palavras e cabe ao jornalista se sensibilizar e perceber cada gesto, olhar, tom da voz, respiração.
Com o mesmo amor que iniciou a profissão, a jornalista admitiu que durante muito tempo se sentiu culpada por constranger suas fontes depois de publicar sua matéria. E que somente em seu livro O olho da rua, se sentiu a vontade para pedir desculpa aos idosos pelo contrangimento que ela havia causado em uma de suas reportagens para a revista Época. Para finalizar a palestra, Eliane afirma que nenhumar matéria é mais importante que uma vida.
Adorei seu texto…me fez sentir como se tivesse participado presencialmente da palestra. E a Eliane…com certeza não deve ser apenas uma jornalista, mas uma mestre. Parabéns Betina!
Obrigada meu querido!!! Sabe que vindo de ti é um grande elogio!!!!!!
Amo-te muito beijos da prima querida!!!!!